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dia a dia das cidades são produzidos milhares de toneladas
de lixo. E a melhor forma de manejar esses materiais é um
dos maiores problemas que o poder público e a sociedade enfrentam,
buscando soluções que nem sempre atendem a demanda.
O resultado é a degradação cada vez mais
prejudicial ao meio ambiente e ao próprio ser humano. O
lixo contamina rios, o ar, ruas e provoca a proliferação
de pragas urbanas, como insetos, ratos, entre outros, provocando
sérios danos à saúde.
A coleta seletiva é a solução mais eficiente
encontrada até agora. O método consiste na separação
dos materiais que podem ser reciclados e reaproveitados, novamente,
como matéria prima ou para a confecção de
outros produtos. Esta separação dos materiais recicláveis
para o reaproveitamento transforma o problema do lixo em solução
econômica e social.
Mas, para que as melhorias que a coleta seletiva traz sejam efetivas,
todos devem participar, colaborando com a separação
do lixo em suas residências, e se informando sobre os serviços
de coleta que existem em sua cidade.
As vantagens da reciclagem são muitas, mas acima de tudo,
ela melhora a qualidade de vida, reduz o consumo de matérias-primas,
recursos naturais não-renováveis, energia e água,
o que minimiza os efeitos da poluição no planeta
e, o mais importante, gera empregos e rendas.
E é simples e fácil. Porém, antes, é necessário
saber que tipo de lixo é reciclável e o que não
pode ser reaproveitado.
Os principais materiais que podem ser reaproveitados são
os papéis, plásticos, vidros e metal. Porém, é importante
ressaltar que esses materiais recicláveis devem ser descartados
sem resíduos, ou seja, devem estar limpos. Na maioria das
vezes, esse resultado é alcançado com apenas um pequeno
enxágue de água.
Já os materiais não recicláveis são
o lixo orgânico ou úmido, constituído de restos
de comida, frutas, legumes, entre outros, que servem como adubo
para o solo, gerando o húmus e também gás
carbônico, vapor de água e os sais minerais, substâncias
indispensáveis ao crescimento de todos os vegetais.
Além disso, não podem ser reciclados lenços,
guardanapos e papéis higiênicos, absorventes e fraldas,
papéis sujos, materiais como acrílico, espelhos,
cerâmicas e porcelanatos.
Há, ainda, os lixos que podem contaminar o ambiente se
não forem encaminhados para os locais corretos, como pilhas
e baterias, compostos de materiais radioativos. Da mesma forma
o lixo hospitalar, altamente contaminado, e os lixos industrial
e agrícola, que também são compostos de materiais
com substâncias químicas altamente prejudiciais.
Não se sabe ao certo como a padronização
de cores para identificar e separar o lixo foi criada, mas esse
procedimento é adotado em muitos países, inclusive
no Brasil.
A cor azul é correspondente aos papéis. O vermelho é a
cor designada para os plásticos. O verde para os vidros
e o amarelo identifica os metais.
Existem, também, cores para a separação de
lixos mais específicos, como pode ser conferido na tabela
abaixo:
Preto - Madeira
Laranja - Resíduos perigosos
Branco - Resíduos hospitalares
Roxo - Lixo radioativo
Marrom - Resíduos orgânicos
Cinza - Lixo em geral não reciclável ou contaminado |